Política e memória dão tom à Parada LGBT em SP neste domingo
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A mesma reivindicação encabeçou outras sete edições seguidas do maior evento do gênero no mundo.
Só agora um dos maiores pleitos LGBT foi atendido: a homofobia e a transfobia entraram no rol dos crimes de racismo após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).
"Os temas da Parada refletem uma situação que está em andamento e mostram que o nível político da comunidade cresceu muito. Não é possível dimensionar os avanços que tudo isso representa", afirma João Silvério Trevisan, escritor, cineasta e ativista LGBT.
A Parada deste ano chega à 23ª edição neste domingo (23) debaixo de outro desafio: manter o que já foi conquistado pela comunidade formada por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
É a primeira vez que o evento é realizado sob o governo de Jair Bolsonaro (PSL). O presidente tem várias declarações consideradas homofóbicas. Em uma delas, já no cargo, chegou a dizer que não queria que o Brasil fosse conhecido como um país de gays.
É por isso que Bolsonaro deve ser alvo de protestos em atos paralelos à Parada. No bloco "LGBTs contra Bolsonaro", 2.400 pessoas tinham confirmado participação pelas redes sociais. "No momento de retirada de direitos, retrocesso e fortalecimento do conservadorismo e do reacionarismo, estamos lutando e não estamos derrotados", diz manifesto do movimento. Leia mais (06/22/2019 - 12h12)
