A ficção cientifica cria ideias que parecem impossíveis de serem concretizadas. Algumas vezes, a ciência, impulsionada por filmes e livros, consegue chegar a essas fantásticas imaginações, tornando-as realidade. É o que vem acontecendo na Universidade de Leicester, no Reino Unido. Por lá, estão alcançando resultados na neurociência impossíveis de acreditar: começam a ler as mentes de pessoas adormecidas e, ainda mais fantástico, são capazes de apagar pedaços de memória e de implantar recordações de algo que nunca ocorreu. Manipulam a mente. A revolução mais profunda. Estamos vivendo uma das mais profundas revoluções do cérebro. Assim, filmes como “Origem”, “Blade Runner” ou “ Odisseia no Espaço” se converteram em um campo fértil de trabalho em laboratórios dessa universidade inglesa. Estão aproximando a fantasia à realidade. O casamento do cinema com a ciência. Se você gosta de ficção-científica, nada melhor que a ciência que bebe na ficção. O cinema imagina mais além do possível indo beber na ciência, assim como a ciência bebe na ficção. Em “Inception”- está na Netflix - um grupo de conspiradores implantam falsas recordações. Em “Até o fim do mundo”, um fugitivo da CIA chega a ler sonhos. Já na aclamada “Odisséia no Espaço”, filme de 1.968, um supercomputador sente e pensa como uma pessoa. Mas, a ficção cientifica bebe do conhecimento científico também. As maiores mudanças vem ai. Conseguiram implantar memórias manipulando a vontade de grupos de neurônios através da optogenética. Estão lendo a mente durante o sono a partir de avançados algoritmos de decodificação. E trabalham incessantemente para que computadores superem o pensamento humano em infinidade de tarefas mediante redes neuronais profundas.